Saturday, 27 December 2008

Bern-Spiez-Interlaken-Luzern


Eu sou apaixonado pela Suíça. A minha mãe sempre foi apaixonada pela Suíça. Apesar de nunca ter pisado os pés por lá. Mas na verdade, meu amor por aquele país sempre foi algo meio mal resolvido dentro de mim (aliais, como todos os meus amores mais intensos). Digo isso porque, apesar de ter me apaixonado já na primeira vez que estive por lá, o preço das coisas no Zermat me fez achar que tudo naquele país era movido pelas lindas cédulas de franco-suiças – que, aliais, são mesmo super lindas! Voltando ao assunto, claro que sempre fiquei com o pé atrás com os suíços. Dizem que grande parte da riqueza daquele país foi conseguida por meios não tão dignos, durante a segunda guerra: as fortunas das famílias judias, ouro, peças de valor, etc, arrancadas pelo nazismo eram colocadas naquele país. Aliais, várias famílias judias lutam até hoje pra recuperar vários objetos de família ainda guardados por lá. Outro dia no jornal li sobre a devolução de um quadro de um pintor famoso à uma dessas famílias. O pais da neutralidade. Vocês sabiam que quando Roma foi tomada no século XII, o papado foi transferido para o sul da França, a cidade de Avignon, e o exército suíço era quem tomada conta do clero safadinho. Aliais, vocês precisam ver o uniforme do exército daquela época! Eles deviam matar os adversários de rir. O que já era ótimo pra um país sabidinho como aquele.

Essa semana, resolvi que deveria pegar o trem e sair sem rumo pela Suíça. Bem, a primeira cidade seria Basel, e de lá eu resolveria mais ou menos pra onde iria. E fui. Um casaco grosso, luvas, duas calças, e a mochila com mais e mais casacos, pro caso do frio apertar muito. O roteiro ficou sendo então Basel-Bern-Spiez-Interlaken-Luzern-Basel. E foi maravilhoso! Preciso fazer isso de novo! Urgentemente!

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