Existe algo no ar de Aracaju que começa a se mostrar... lentamente. Desde que eu fui embora daqui pra estudar em 2002, muita coisa mudou. Entrar novamente na vida de Aracaju me reservou várias surpresas. A mais marcante delas é que os motoristas estão começando a parar [voluntariamente] nas faixas de pedestres. Um dia ouvi de uma aluna que o “pessoal de Aracaju só para na faixa de pedestre na frente do Shopping Jardins”. Achei curioso porque para mim, muitas das mudanças recentes dessa cidade vêm mesmo desse bairro [canto] da cidade. Eu não acho a idéia de ter um bairro copiado ao modelo paulistano algo saudável, mas acho que isso pode sim ter começando a trazer coisas que nós estaríamos longe de conseguir não fosse a chegada de um novo bairro, com pessoas novas, com idéias novas. A cara das pessoas de Aracaju está, portanto e igualmente, mudando bastante. Saber que agora temos o Palácio/Museu Olimpio Campos aberto ao publico e com um café, cinema, e manifestações culturais importantes, copiado talvez aos moldes do Museu da Republica no Rio de Janeiro, parece-me significativo pra uma cidade que começa a se dar conta da faixa de pedestres. E que se diz a melhor qualidade de vida do nordeste [Brasil]... Olho a cara e o jeito das pessoas nos restaurantes, praias, e tudo começa a se transformar. Pra melhor. Bem, o fato é que vejo com alegria e um pouco de preocupação isso tudo. Não sei ao certo se eu me sinto, ou se os aracajuanos se sentem, inseridos nisso tudo. As mudanças parecem muito mais externas do que internas. Mas isso não me priva de ter alegria. Acho que Aracaju é uma cidade que tem muito pra se destacar ainda do resto do pais. E eu gosto desse negocio absurdo de cada cidade brasileira ser tão diferente das outras. Por exemplo, Areia Branca tem um charme que Aracaju não teria jamais. Mas Aracaju tem faixa de pedestres, o que Areia Branca não sonharia jamais.