Saturday, 3 May 2008

Pipita X Cinform



E quem disse que somente no Rio de Janeiro a gente pode abrir o jornal e ler em letras gigantes: PIPITA CONTINUA A DESAFIAR A POLICIA E LEVA PANICO AO ESTADO INTEIRO. Pois é, desde que cheguei aqui em Sergipe, não se falava em outra coisa nos jornais senão nas aventuras horríveis de um menor de idade chamado Pipita. Na verdade, ele invadia casas e sítios, alta noite, pra roubar e arranjar sexo “fácil”. Vez por outra, alguma vítima reagia e ele acabava matando. Bem, isso sendo contado no Rio de Janeiro seria uma história qualquer, possivelmente até banal. Mas aqui em Sergipe isso ganha outros tons. Eu acho que já falei aqui nesse “blog” que o jornal de maior circulação aqui em Sergipe, o Cinform (misto de noticiário e classificados... talvez mais classificados que noticiários), me deprime bastante. Primeiro porque não posso achar nada de interessante nos segundos cadernos. Segundo porque o jeito que as notícias são contadas é algo super provinciano. Eu também sou provinciano, em certa medida, mas o Cinform, meus amigos, ainda joga pedra em prostituta. Digo isso e vou daqui a pouco justificar o que falo. É que faz dois dias, prenderam o tal do Pipita numa cidade do sul do estado chamada Tomar do Geru. Sim. Ontem, abri o Cinform e comecei a ler a matéria sobre a captura (o assassinato) desse menor pela polícia do estado – que já estava sendo motivo de chacota pelos próprios sergipanos. O texto começava super bem e acabou me deixando de boca aberta, pois eu não achava nada pra justificar a minha repulsa em “ler o Cinform”. Até que, no último instante, eu tive a tristeza de ler (quase chorando) o seguinte texto: “... até o pai dele, o criminoso José dos Santos, conhecido como Didi, previu seu destino. ‘Ele escolheu esse caminho errado e vai ser triste o seu fim’, disse Didi ao CINFORM, na quarta-feira, pouco mais de 72 horas de o filho ser mandado aos quintos dos infernos”.

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