Hoje eu vou fazer uma tartiflete aqui em casa.
Apesar do nome, isso é uma comidinha básica francesa que leva batata, bacon e
queijo. Ou seja, uma bomba que vai servir para esquentar um pouco o dia de hoje
nessa terra. E nem adianta rir: essa semana promete ser a semana mais fria do
ano em Sergipe, e isso já se anuncia hoje com esses siberianos 17°C! Fazer o
quê? Tem neguinho acendendo o fogão a lenha o dia inteiro em Riachão do Dantas,
se vestindo com bolsas plásticas, etc, tudo pra ver se espanta o frio que
resolveu testar os sergipanos esses dias! Mas ai, voltando ao assunto original,
você sabia que a batatinha só chegou à Europa no século XIX? E o tomate também?
Fiquei besta quando soube. Porque quando eu imagino a mesa da Europa de hoje
sem a batatinha e o tomate, acaba me dando até um certo horror de pensar o que
se comia antes! Por isso que nem caramujo escapava, meu filho! O tomate e a
batatinha foram levados daqui da América. E mais: sabia que até o Renascimento
as pessoas que eram convidadas para festas deveriam levar no bolso seu
estojinho com colher, garfo e faca? Sim, cada um tinha o seu. E que bem antes
disso, a inexistência de pratos criava uma situação bizarra. Tipo, as pessoas
comiam num prato feito de pão super hiper mega plus plus duro. E ao final da
refeição, doavam esse pão molhadinho pros vassalos. Idade média. Engraçado...
lembro que uma vez eu vi num jornal de Strasbourg um anuncio de um restaurante
que oferecia um menu Idade Média. Na época, nem me interessei mais pelo
assunto, e acabei perdendo a oportunidade de descobrir gostos bizarros! Mas o
fato é que a comida de hoje aqui em casa não tem nada de Idade Média e é,
talvez, bem mais americana do que francesa. Ninguém vai precisar trazer seus
talheres também, o que já insere a gente no Renascimento. A única coisa Idade
Média que existe hoje aqui ainda é o apetite de todo mundo!
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