Ultimamente eu tenho escutado muitos amigos falando
de filosofia. Eu sou completamente ignorante em filosofia. Lembro de ir à
Biblioteca da UFS tomar emprestado o “Além do bem e do mal” do Nietzsche
somente por curiosidade, na época da graduação. No fundo, abandonava a leitura
logo depois da primeira frase. No entanto, hoje eu consigo compreender certas
coisas somente porque alguns amigos (eruditos!) me explicam tudo. E é engraçado
que o mundo seja mesmo essa mudança de valores constante. Ora, eu hoje poderia
sentir prazer em ler “Além do bem e do mal”! Estou falando isso tudo porque
estava estudando o francês antigo essa semana e descobri que na França antiga
existiam duas regiões separadas pela língua. A região da língua d’hoc e a região da língua d’oil. A língua d’hoc era fundamentada no latim, pela influência do império romano
na borda do mediterrâneo. No latim antigo não existe a palavra ‘sim’, se
perguntamos: você gosta de doce? A resposta é: ‘eu gosto’ ou ‘eu não gosto’.
Isso é a base do dialeto que ainda existe hoje no sul da França chamada de occitane, na região de Provence. Então,
o ad hoc é um ‘estar de acordo’ com o
que foi dito anteriormente. Já no norte da França antiga, o ‘sim’ existia. E se
perguntássemos: ele gosta de doce? A resposta seria: do il. Sim, ele gosta. Como o que existe até hoje nas línguas
anglo-saxãs, mais precisamente na língua inglesa onde se diz: Yes, I do. No francês do norte, com a
pronuncia marcada, o do il se
transformou em d’oil (de óleo) que
mais tarde acaba se transformando no que hoje, enfim, aprendemos no francês
moderno: d’oui. A língua do oui (a língua do ‘sim’).
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