Bem,
a Cris inventou que deveríamos ir num bar que é conhecido em Santiago como café
com pernas, onde as mulheres servem café de minissaia. Mas isso não era tudo.
Ela disse mesmo que a gente precisava ir num café onde as garçonetes servem
café de calcinha e sutiã. Sim. E lá fomos nós atrás desse café. Quando
perguntamos ao moço na rua onde ficava, senti algo estranho na resposta do
moço. Tal como: vocês têm certeza que querem ir pra lá. Bem, chegamos ao café,
abrimos a porta decididos e entramos. Logo na chegada, uma moça em pé, com a
luz neon a tornar sua bunda nua algo irreal, e outras duas moças de calcinha e
sutiã a vir nos servir. Perguntaram o que queríamos e quando respondemos, logo
uma foi apanhar a encomenda e outra sentou ao meu lado em cima do balcão numa
pose meio Nelson Rodrigues. Eu fiquei tão sem jeito e tão vermelho que fosse eu
branco e toda a sala estaria escarlate. A Cris percebeu logo a minha pouca
desenvoltura e logo começou a dialogar com as moças. Eu passei o resto do tempo
embasbacado, achando que elas eram feitas de pano. Depois do café, saímos
apressados e fomos andar até o mercado central de Santiago, onde comemos uma
Paila de mariscos do pacifico.
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