Saturday, 1 November 2008

Tack tack


Uma vez eu ouvi de um amigo algo super engraçado. Ele criticava os meus sapatos; dizia que eu não tinha gosto pra comprar sapatos (e não tenho mesmo). O pé de alguém é a última coisa que eu costumo olhar, e isso talvez justifique porque eu estou sempre fora da moda dos pés. Pois esse amigo ainda me deu uma dica: comprar apenas os sapatos que eu mais detestasse nas lojas. Boa idéia essa. Pois vocês acreditam que ontem eu ouvi algo semelhante de outro amigo daqui. Eu estava mostrando minhas preferências no rock "moderno". (Tenho que dizer que ele ama o movimento pós-punk! Nem sei direito o que isso significa... bem, mas o cara é entendido!) Voltando ao assunto, ele me disse todo sério: Euler, você tem é que escutar aquilo que você jamais escutaria voluntariamente no rock. Pode? Isso sem contar que outra amiga me disse que se escutasse as músicas que eu escuto, cortaria os pulsos logo em seguida. Comecei a ficar desconfiado que eu sou meio torto. Ou que as pessoas me vêem torto. Isso também é verdade, outra amiga descobriu, há alguns anos atrás, que meu nariz é torto. É mole?

Então, pra entortar tudo de vez, ai vai uma viagem torta à Stockholm, num final de semana torto. Dentro de um vídeo também todo torto. Embrulhado numa música que tenho escutado muito tortamente esses dias. E com vocês, a Bitelona também torta e o Eduardo que deve ser mais torto que todos nós juntos. Um grito anti-pasto-rock-pós-punk. Um anti-acidente Ryanair. Um casaco pro nosso frio sueco de todo dia. Um antibiótico que só funcionaria com o som em volume máximo.

E a previsão é de neve em Strasbourg na quinta-feira. Mundo torto, esse...

Então, viva todos os tortos do mundo!


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