Deu-me a flor, a dor de tal sufoco
Que no fim lucrava a história e a vida breve
Secou
a flor
E
a mim?
Mantenho
a febre sem fim que me sustenha, por suposto
Detenho
o passo
Mas
escurece o rosto
Dessa
que teve, em tempo, olhar leve
E
nem tudo que irradia a alma despede
Pairando
na vigília do sol posto
O
que me espreita?
Só
ranço e desgosto
Fechada
nessa cela que a luz despe
A
voz confusa, o sentimento tonto
Fixo
a memória que não desvanece
Percorro
o dom inebriado e solto
Que
mesmo morto
Ainda
prevalece
Maria Lucia Dal Farra
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